É o medo que mais trava a decisão sobre reposição hormonal. A resposta que vem se firmando é menos assustadora do que a fama — e ela muda conforme o tipo de reposição. Esta revisão do principal periódico americano de ginecologia reúne o que os ensaios clínicos mostram sobre o estrogênio usado sozinho, situação de quem já retirou o útero.
A aspirina em dose baixa é hoje a principal ferramenta para reduzir o risco de pré-eclâmpsia (a pressão alta da gravidez). A dúvida não é mais se funciona, e sim quando começar. Este estudo comparou gestantes com fatores de risco moderados que começaram a aspirina antes das 12 semanas com aquelas que começaram entre 12 e 20 semanas.
Quem passou por dois ou mais abortos costuma ouvir falar da "endometrite crônica" — uma inflamação silenciosa do endométrio, identificada por biópsia — e receber um antibiótico (doxiciclina) para tratá-la. A conduta se espalhou com base em estudos sem grupo de comparação. Agora ela foi testada do jeito certo: com sorteio e contra placebo, em 27 centros do Reino Unido.
A adenomiose é o endométrio crescendo dentro da parede muscular do útero. Causa cólica forte, sangramento aumentado e sensação de peso — e é frequentemente confundida com "cólica normal". Este estudo mediu o quanto o ultrassom transvaginal realmente acerta, comparando o exame com o resultado da análise do útero depois da cirurgia.
Perto da menopausa, o mioma costuma piorar: os hormônios oscilam, o sangramento aumenta e a anemia aparece. Muitas mulheres ficam num limbo entre "esperar a menopausa chegar" e partir para a cirurgia. Esta revisão do principal periódico americano de ginecologia defende uma terceira via — uma medicação oral que bloqueia o estímulo hormonal ao mioma e, ao mesmo tempo, repõe uma dose pequena de hormônio para proteger os ossos.
Algumas doenças só aparecem no bebê quando pai e mãe carregam a mesma alteração genética — é o caso da fibrose cística, da atrofia muscular espinhal e das doenças do sangue como a anemia falciforme e as talassemias. O rastreio tradicional exige exame dos dois. Este estudo testou uma alternativa: a partir do sangue da gestante, estimar diretamente o risco do bebê.